terça-feira, 30 de outubro de 2012

Diante do mau uso do personagem em A Liga Extraordinária, O Retrato de Dorian Gray (Dorian Gray, 2009) seria um bem-vindo retorno do jovem eterno ao cinema, mas o filme do diretor londrino Oliver Parker também não faz justiça ao único romance de Oscar Wilde (1854-1900). Frase atribuída a Wilde: todo autor, em seu primeiro romance, coloca-se como Cristo ou Fausto no lugar do personagem. A história de Dorian Gray - rapaz da alta sociedade inglesa no século 19 que tem seu retrato pintado por um artista e, encantado com a sua própria beleza na tela, pede em voz alta que nunca envelheça - tem as características de um pacto faustiano com o diabo. O teor religioso, porém, é marginal no livro. O Fausto de Goethe só serve a Wilde como um arquétipo. O problema do filme de Parker é abraçar a interpretação faustiana, a mais imediatista, e colocar de canto as discussões em que Wilde estava de fato interessado, sobre estética versus moral e especialmente sobre alteridade, as nossas relações de troca com o outro e a relação do objeto artístico com o seu apreciador ("na realidade, a arte reflete o espectador, e não a vida", diz Wilde no prefácio do livro). Como discutir a arte parece fora de moda nestes tempos obscurantistas em que vivemos, a opção de Oliver Parker pela interpretação mística pode ter apelo junto ao público. Em O Retrato de Dorian Gray, o diretor trabalha com elementos triviais do suspense sobrenatural, bem conhecidos do espectador, da mansão mal-assombrada aos gritos guturais e flashbacks em preto-e-branco. A clicheria se completa com o bigodinho de diabo de Colin Firth e a tentação da serpente no bacanal com música africana. Moralista, o filme torna fato tudo aquilo que o livro apenas sugeria (o homoerotismo, a confissão dos pecados) e simplifica passagens que antes davam profundidade aos personagens, como a morte de Sibyl - que no livro Dorian compara, ao seu modo esteticista, com "a terrificante beleza de uma tragédia grega". No filme, o ator Ben Barnes, o Dorian da vez, reage a esse episódio com as caretas de que dispõe, vítima de um texto que já chega para ele bastante depreciado. Ironicamente, O Retrato de Dorian Gray, com seu perfeccionismo britânico na ambientação, nos figurinos e nas maquiagens, mas raso em conteúdo, ilustra uma das questões que Wilde levanta no romance, a das obras de arte belas por fora e ocas por dentro. Se o filme motivar as pessoas a lê-lo, já terá cumprido o seu papel. Veja mais em: http://omelete.uol.com.br/cinema/o-retrato-de-dorian-gray-critica/

quinta-feira, 5 de julho de 2012

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Steve Jobs




“Ninguém quer morrer. Mesmo as pessoas que querem chegar ao Paraíso não querem morrer pra estar lá. Mas, apesar disso, a morte é um destino de todos nós. Ninguém nunca escapou. E deve ser assim, porque a morte é provavelmente a maior invenção da vida. É o agente de transformação da vida. Ela elimina os antigos e abre caminho para os novos”

<"http://www.correio24horas.com.br/noticias/detalhes/detalhes-2/artigo/arrogante-critico-e-sonhador-steve-jobs-fez-uma-revolucao-na-tecnologia/">

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Prometeus - A revolução da mídia

~

http://www.youtube.com/watch?v=5SJup6CGiO4

No vídeo "Prometeus, a revolução da mídia" de Claudio Torres inica afirmando que "o homem é Deus" por estar presente em todas as coisas e em todo o lugar do mundo. Ele afirma ainda que o mundo de "Prometeus" começou com a revolução da mídia com a internet no final do último século. Diante das afirmações e de muitas outras informações que as pessoas são naturalmente obrigadas a absorverem a todo instante, todos os dias, elas se tornarão em um "Prossumer". A partir das evoluções e ciações cibernéticas as pessoas podem se tornar em quem elas quiserem, sem sentimentos. "A venda de memória torna-se uma negociação normal". O autor consegue prever o resultado da midia em 2050 e afirma que "Prometeus" será a empresa que financiará todas as missões espaciais e se tornará o maior mercado do planeta. Na inversão dos papéis, o "avatar terrestre" será a nova realidade.


Alunos UNCISAL/ADS 2011.2
Responda:

A partir de sua compreensão das informações do video acima, baseado na revolução da mídia, dê o seu ponto de vista, considerando que o vídeo é uma demonstração fantasiosa do autor, o que você pode afirmar da verdade contida neste video que não foi exibido, mas você consegue prevê para o futuro próximo.

sábado, 27 de agosto de 2011

Sociedade da Informação e do Conhecimento


http://www.slideshare.net/umbelina/sociedade-da-informao-e-do-conhecimento-1084201

Estudantes de ADS 2011.2 - UNCISAL - Respondam:

Baseado na imagem e epígrefe acima, fazemos parte da Era da Sociedade da Informação e do Conhecimento. a)Que influências o indivíduo direta ou indiretamente contribue para a formação do conhecimento? b)Que pontos negativos e positivos são marcantes para essa geração?

Para complementar seu ponto de vista sobre esse assunto, poste em seu blog, fundamentando sua opinião com a sua pesqusa. Não esqueça de postar a referência.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Oportunidade de formação continuada





http://www.uneal.edu.br/sala-de-imprensa/noticias/abertas-as-pre-inscricoes-para-o-programa-especial-para-formacao-de-servidores-publicos/?searchterm=proesp

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Grafia de palavras de origem estrangeira confunde brasileiros

Muçarela? Nhoque? Champinhom? Xampu? Todas estão certas, de acordo com o dicionário. Mas muitas pessoas acham que não é assim que se escreve.

Domingo passado, quando o Fantástico exibiu uma reportagem em que estava escrito muçarela com cedilha, durante o teste dos queijos, muita gente estranhou.


Está no dicionário: muçarela, com “u” e “ç”. Tem um monte de palavras que a gente acha que tem que escrever de um jeito, mas é de outro.

Pior é que se fosse só muçarela, tudo bem. Mas tem um monte de palavras que a gente acha que tem que escrever de um jeito, mas vai de outro, como “bufê” e “nhoque”.

E o champinhom? “Champignon é em francês. Champinhom é em português”, explica Tadeu Schmidt. “Não, não, em português é cogumelo”, brinca um senhor.

Nós temos a forma estrangeira e a forma portuguesa. Qual está correta? “O grande juiz é o uso, porque a língua está a serviço da sociedade”, explica o filólogo e membro da Academia Brasileira de Letras Evanildo Bechara.

Xampu é outra palavra que confunde as pessoas. “As duas formas estão certas”, diz uma funcionária de salão de beleza.

No salão, tudo OK. Mas e na loja de consertos? Como trocar “o fecho ecler”? “Na verdade, é zíper”, diz uma funcionária da loja.

Um vem do inglês e o outro do francês. “'Éclair’, em francês, significa ‘relâmpago’. É um fecho relâmpago, rápido”, explica Tadeu Schmidt.

Às vezes o negócio tem que fechar rápido mesmo. “Ao invés de escrever ‘fecho ecler’, pode escrever ‘Mamãe vem aí’. Aí fecha rápido”, brinca Tadeu Schmidt.

Evanildo Bechara dá uma dica para quem quer escrever uma palavra e não sabe se escreve da forma estrangeira ou da forma da língua portuguesa: “Procurar os dicionários”.

Veja a reportagem em vído no site do fantatico exibido em 07/08/2011: http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1669474-15605,00-GRAFIA+DE+PALAVRAS+DE+ORIGEM+ESTRANGEIRA+CONFUNDE+BRASILEIROS.html

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Estrangeirismos na Língua Portuguesa

Fui ao freezer, abri uma coca diet; e saí cantarolando um jingle, enquanto ligava meu disc player para ouvir uma música new age. Precisava de um relax. Meu check up indicava stress. Dei um time e fui ler um bestseller no living do meu flat. Desci ao playground; depois fui fazer o meu cooper. Na rua, vi novos outdoors e revi os velhos amigos do footing. Um deles comunicou-me a aquisição de uma nova mainson, com quatro suítes e até convidou-me para o open house. Marcamos, inclusive, um happy hour. Tomaríamos um drink, um Scotch, de preferência on the rocks. O barman, muito chic, parecia um lord inglês. Perguntou-me se eu conhecia o novo point society da cidade: o Time Square, ali no Gilberto Salomão, que fica perto do Gaf, o La Basque e o Baby Beef, com serviço a la carte e self service. Preferi ir ao Mc Donald’s, para um lunch: um humburger com milk shake. Dali, fui ao shopping center, onde vi lojas bem brasileiras, a começar pelas Lojas Americanas, seguidas por Cat Shoesman Company, Le Postiche, Lady, Lord, Le Mask, M. Officer, Truc’s, Dimpus, Bob’s, Ellus, Aby’s, Levi’s, Masson, Mainline, Buckman, Smuggler, Brummel, La Lente, Body for Sure, Mister Cat, Hugo Boss, Zoomp, Sport Center, Free Corner e Brooksfield. Sem muito money, comprei pouco: uma sweater para mim e um berloque para a minha esposa. Voltei para casa ou, aliás, para o flat, pensando no day after, o que fazer? Dei boa noite ao meu chofer, que, com muito fair play, respondeu-me: Good night.

Autoria (LIMA) apud OLEGÁRIO, Maria da Luz. Os múltiplos usos da língua. Ed. Edufal: Maceió, 1999.

Extrangeirismos


HINO NACIONAL BRASILEIRO PATROCINADO

Num posto da Ipiranga, às barragens plásticas,
De um Volvo heróico Brahma desodorante
Skol da liberdade em Ríder fulgido
Brilhou no Shell da Parker nesse calmante

!

Se o Knorr dessa igualdade
Conseguimos driblar com Aço Ford
Em teu PCSeiko, ó faculdade
Desafia nosso peito à Microsoft

!
Ó Parmalat, Mastercard, Sharp, Sharp
Amil um sonho incenso, um rádio Philips
!
De amor e de Lufthansa o Serra desce
Intel formoso gel risonho Olympicus
A filmagem do Bradesco resplandesce
!
Gillete pela própria natureza
És BBBelo Escort impávido TV Colosso
E a TV Futura espelha essa Grendene
Cerpa gelada!
!
Entre outras Amil é Suvinil, Compaq amada.
Do Philco deste Sollo és mãe Doril
Coca Cola, Bombril!


http://homemculto.wordpress.com/2007/11/20/hino-nacional-da-propaganda/

quarta-feira, 6 de julho de 2011

ENCONTRO DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO EM ALAGOAS




Em sua sexta edição, o EPEAL vem se consolidando como uma estratégia de socialização e troca de experiência entre pesquisadores em educação, com vistas a produzir significados sociais relevantes ao desenvolvimento da ciência. O evento tem por objetivo aprofundar discussões sobre o aspecto situacional da educação no Brasil, no Nordeste e em Alagoas como também, divulgar as discussões teóricas e as pesquisas científicas produzidas pelos docentes, alunos e ex-alunos do programa, bem como as dos demais pesquisadores em educação do Nordeste e do Brasil. O tema geral do referido evento intitula-se “O PAPEL DA UNIVERSIDADE HOJE: FORMAÇÃO, PESQUISA E COMPROMISSO SOCIAL”.

No mesmo período ocorrerá também o I Encontro Estadual da Associação Nacional de Política e Administração da Educação Seção Alagoas – I ANPAE/AL, evento que, a partir da recém criada seção estadual, marca o início dos trabalhos da ANPAE em Alagoas, instituição renomada que desde 1961 tem trazido inúmeras contribuições para a educação brasileira.


(texto do site: http://epealufal.com.br/)
Inscrições: http://epealufal.com.br/

quarta-feira, 1 de junho de 2011

QUEM MANDOU SER PROFESSOR?

QUEM MANDOU SER PROFESSOR? Prof. Walter Calheiros
Governador Téo dá gargalhadas ao comentar aumento de 7%...

Quem mandou ser professor? Porque não nos ensinaram a sermos “diferenciados” e escolher melhor uma profissão para um país e um estado, historicamente corruptos, chamados de Brasil e Alagoas. Na nossa adolescência, nossos pais e os testes vocacionais deveriam ter sido mais objetivos, buscando uma profissão mais “promissora” para esse país e esse estado real, com uma verdade visível de 3º Mundo. Com certeza a opção profissional cairia na alternativa de “Vereador”, “Deputado”, “Senador”, “Assessor de Secretario”, “Secretário de Estado” ou “Governador”. E a justificativa seria muito plausível: Essas “profissões” não necessitam de muito estudo, porém tem poder e autonomia para aumentar seus “holerites” em 100% ou mais, em qualquer tempo, tudo isso sem passar pelo crivo dos concursos, vestibulares e estudos posteriores de pós-graduação. Agora, nós, míseros educadores cientistas, concursados, após passar mais de quatro anos sentados nos bancos das Universidades, buscando a graduação (muitos pagando mensalidades caras em faculdades), mais alguns anos com especialização, mestrado e doutorado, somos premiados com míseros 7% de aumento anual, dividido em (pasmem) duas parcelas. Por isso afirmo que a culpa é inteiramente nossa de ter escolhido ser professor. Ser professor em um Brasil e Alagoas “futurista”, “evoluído”, “desenvolvido”, “alfabetizado” de hoje já não é mais necessário. Alagoas não precisa de educação, nem ela deve ser prioridade, pois estamos “avançados” a esse respeito. Sendo assim, devíamos ter escolhido a carreira de político eleito, secretário ou governador. Portanto, quem mandou ser professor?

Dias atrás, me senti o profissional/educador mais ridículo do mundo, ao ver a postura do nosso governador (com perfil de grande estadista histórico), proporcionando sorrisos (gargalhadas) irônicos ao ser entrevistado pela mídia alagoana, comentando sobre o ultimato aos funcionários públicos. Fui absorvido por uma tristeza profunda, beirando a depressão/revolta, sentindo-me idiota, ao ser menosprezado de forma tão vil, publicamente. E voltei a me perguntar: Quem mandou ser professor? Lembrei de um questionamento/afirmação de meu filho ao indagar o porquê de não ter aceitado convites para ser assessor de um parlamentar (uma proposta indecente) e assessor de um secretário de estado: papai, todo mundo faz, porque você é diferente? Percebi que meu filho, na sua “imaturidade/inocência” da pós-adolescência tinha sido contaminado pelas inúmeras notícias de enriquecimentos ilícitos de assessores e membros dos poderes. Voltei ao passado e percebi que não estava mais com ascendência na educação dos meus filhos. A ascendência (espelho) estava nas informações da mídia, em algumas pessoas de seu convívio que enriquecem ilicitamente do dia para a noite, de forma muito fácil, sem trabalhar, sem estudar, sem nenhum esforço mental. Fui acometido de uma imensa tristeza, uma imensa decepção com o mundo ao meu redor. Fiquei extremamente decepcionado com a forma com que nossos políticos, eleitos com nossos votos, estavam nos tratando. E a pergunta teimava em não sair da minha mente: Quem mandou ser professor?

E voltei a me perguntar: O que estou fazendo aqui neste mundo vil, comandado por políticos antidemocráticos? O que estou fazendo, ainda lutando por um Alagoas corrupto e desrespeitoso com seus funcionários, seus educadores? Será que os políticos e gestores do parlamento e do executivo têm necessidades básicas maiores que a nossa? Será que as necessidades de “encher a barriga”, de adquirir o pão para a mesa de suas casas é diferente da nossa? Pensei em me isolar, virar eremita, ermitão. Jogar tudo o que me permite acessar as informações no lixo, e curtir a natureza. A natureza não trai... A natureza não agride... A natureza não ironiza... A natureza não brinca com as dificuldades do povo... A natureza abriga e alimenta.

Cai na real, busquei a racionalidade no fundo da consciência, ainda dolorida e disse: Levante a cabeça. Deixa de ser idiota... Isso sempre aconteceu. O Brasil e Alagoas vão ser difíceis de serem mudados. Joguei os pensamentos ruins fora e retornei a realidade. Iniciei meu dia me atualizando. Verifiquei meus e-mails, respondi alguns, e fui à busca de notícias: “O Globo”: “Ministro de Estado acusado de enriquecimento ilícito, com aumento de 1000% de seu patrimônio; “Jornal do Brasil”: “Deputado Jair Bolsonaro diz que PSOL é partido de viados”; “Folha de São Paulo”: “Senado estuda aumentar a idade para a aposentadoria, podendo chegar a 85 anos”; “Gazeta Web”: “Governador Téo dá gargalhadas ao comentar aumento de 7% para o funcionalismo público”. Não agüentei e “eremitizei” de novo, retornando ao meu estado anterior de torpor, misturado com uma revolta interior, ao ver que não adiantava lutar, pois o poder das autoridades era mais forte. Foi aí que, na minha loucura, me perguntei: Porque não ser um terrorista muçulmano? Porque não ter a coragem de um psicopata?

Portanto, quem mandou ser professor e ficar submisso a um sistema político, com gestores “ditos democráticos”, que se auto-regulamentam, inclusive criando leis próprias para aumentar, diferenciadamente, seus salários em mais de 100%, quando no mesmo período, reajustou os salários dos funcionários públicos (dentre eles os professores) em apenas (digo apenas) 7%, divididos em duas parcelas? Realmente somos seres “diferenciados”, lembrando o movimento para não construir a estação de metrô em Higienópolis. Portanto, temos que ser conscientes e viver na miséria, com piso de R$ 950,00, e aumento de 7%, e servir a minoria dominante, com seus holerites 10, 20, 30 vezes maiores, recebendo 100% de aumento do mesmo sistema. Eles não querem que nós, “diferenciados”, cheguemos próximos deles.

Foi aí que imperou a racionalidade orgânica e lembrei a minha missão: Educar visando à transformação social. A transformação dessa realidade cruel. Portanto, não posso ser ermitão, me isolar e deixar de me envolver com a formação educativa do meu povo, do meu estado. Mesmo que não veja progresso, a luta não pode esmorecer, tem que ser contínua, pois acontecendo o contrário, a defesa vai ficar desestruturada, e os adversários, corruptos, terão mais espaços para progredir, ficando livres para mais desvios, mais massacres, mais enriquecimentos ilícitos com o dinheiro e o sangue do povo alagoano. Para tanto, consegui me equilibrar ao reconhecer que tenho que me envolver e aprofundar mais minha missão de educador e não ser omisso com os desmandos existentes em nosso estado, mesmo sem a devida valorização dos sistemas que deveriam se voltar para os mais necessitados e serem mais honestos e responsáveis com os princípios da democracia.

· Professor Universitário e da Educação Básica, Educador Físico; Pedagogo, Mestre em Educação e Especialista em Gestão Escolar. Professor da Faculdade de Alagoas e do Instituto Federal de Educação.




--
Walter Calheiros
Rua Joana D´Arc, 265 - Farol
Maceió - Alagoas
CEP 57050800
Tel: 82 9139 2671

terça-feira, 31 de maio de 2011

Professora Ângela Gurgel lava a alma de todos os professores


Professora Ângela Gurgel representa a indignação de toda a classe educadora deste pais, que com maestria, nos últimos dias, foi alvo de discussão de nossa categoria. Com muito orgulho, toda classe operária que veem nessa professora sua indignação de ser professor(a) neste pais e estado de Alagoas, por vários motivos, entre elas o salário nosso de cada dia que todos os anos é motivo de brigas com o governador para que se faça reajuste, mesmo que para isso, temos que parar de trabalhar (ao fazer greves) até que abra um espaço de negociação para discutir nosso rumos, rumos de nossa gente, de nosso povo que, talvez, não sabe o que fez quando trocou seu voto por miúdos e, agora, quando diversas categorias colocam o salário em discussão, é surpreendido pelo governador em risadas de nossa categoria, alegando que nosso salário é mais que o suficiente, oferecendo minguados de 7% divido em duas parcelas e, acrescenta ainda, quem realmente precisa de reajuste salarial são os deputados que, aliás, sem muito esforço foi aprovado o reajuste do salário deles em mais de 100%.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Adeus as Aulas



MONÓLOGO
Edvaldo Neneu da Silva



Um menino magrinho, tímido, franzinho e de poucas amizades passava despercebido
na escola se não fosse os destaques dos resultados das notas de provas que passava de sériea-
série com uma autoestima de aprender e de se ver realizado pela educação.
De uma família humilde, caçula de 17 irmãos, ele foi alfabetizado na escola rural e teve
sua irmã Telma Lúcia da Silva a primeira professora. Cursou o ensino fundamental na Escola
Cenecista Santa Ana da cidade interiorana Santana do Mundaú e lá se destacou em uma
matéria do currículo escolar quando o professor de inglês Valmir Pimentel começou a aula se
apresentando e passando os informes gerais da disciplina na língua-alvo. Para continuar os
estudos da educação básica, foi submetido, junto com outros estudantes da cidade local, a
percorrer, todas as noites, quilômetros de estradas de barro em pau-de-arara para estudar o
ensino médio na Escola Normal Municipal das Correntes na Cidade de Correntes PE, 12 km de
Mundaú-AL., encarando perigos de situações climáticas adversas: lama, poeira, frio, fome,
cansaço e tantos outros anseios que alimentavam a vontade de aprender e sonhar que um dia
tudo aquilo traria um futuro compensador, um trabalho que viabilizasse a profissão
conquistada pela educação.
Aos 19 anos, Edvaldo Neneu da Silva, concluiu o ensino da educação básica e foi morar
na cidade de Maceió capital de Alagoas, com alguns de seus irmãos que lá já viviam. Ao
trabalhar como Repositor em um hipermercado da rede Bompreço, logo foi notado pela
facilidade de trabalhar em equipe e pelo seu desempenho nas funções exercidas. Mostrou
interesse pelas tecnologias e inovações implantadas na empresa, logo foi promovido para
atuar como Conferente de Dados onde ganhou por duas vezes o troféu 5S por excelência da
organização e participação no trabalho. Ao ver pessoas que se destacavam na empresa por
fazer algum curso superior, ele logo fez vestibular em Letras pela Universidade Federal de
Alagoas em 1998 e lá aprendeu o oficio e técnicas de ensino e aprendizagem, tornando-se
professor de Inglês/Português e suas respectivas literaturas.
O oficio de professor somente foi colocado em prática quando ele concluiu a
graduação em 2002, e começou atuando como professor monitor da rede estadual de ensino,
na Escola Estadual Alfredo Gaspar de Mendonça. Com muitas expectativas, recém saído da
universidade começou a realizar seus experimentos com bastante responsabilidade,
ensinando e aprendendo com seus alunos, adequando metodologias que dessem mais certos
no ensino e aprendizagem de língua estrangeira. Lembrando que esta não é uma língua
oficialmente falada nesse país e pelas dificuldades de conseguir recursos didáticos, nessa
disciplina, torna-se o aprendizado cada vez mais difícil, comprovando assim, uma matéria
pouco apreciada pela maioria dos estudantes. Porém, para o professor Edvaldo, desafios são
obstáculos passíveis de atenção e, com zelo, ele soube inovar o ensino de língua inglesa nas
escolas por onde ele passou. Com diversas formas de ensinar e aprender, destacava na
literatura a cultura da língua inglesa fazendo com que o alunado se desprendesse do ensino
tradicional de aprender gramática sem contexto social, desmistificando o uso clássico do
ensino e aprendizado de línguas estrangeiras. Com as inovações desse professor, os
estudantes passaram a compreender melhor a língua-alvo e se interessaram pelo aprendizado
do letramento de inglês. Mesmo com pouco ou nenhum recurso didático, fazia os alunos
explorarem seus conhecimentos em letramento de inglês na escrita, leitura, discussão, sessão
de filmes, pesquisas, teatro, criação de blog, uso da internet, visita ao teatro, em fim, ousou
interagir com os alunos, envolvendo-os com trabalhos individuais e em grupos, a fim de
interagir com o alunado e socialmente, comungar do conhecimento que se adquiria com
pesquisas, atos de falas, teatro e escrita.
Pelo destaque do professor e pelo domínio das aulas e aceitabilidade dos alunos, foi
convidado a dar aulas no Colégio Dinâmico em 2004, onde aprimorou ainda mais seus
conhecimentos. Mais tarde, em 2006, por meio de concurso público entrou na rede estadual
de ensino como professor efetivo da Escola Estadual Manoel de Matos, em Santana do
Mundaú, onde pôde reviver muitos momentos. Lembrou quando ali ocupava uma daquelas
cadeiras da sala de aula como aluno, e agora compartilhava, juntos com seus colegas
professores, que antes eram seus mestres. No mesmo ano que passou no concurso público
estadual, ele também passou no concurso público municipal da mesma cidade Santana do
Mundaú . AL. pediu exoneração do cargo quando dobrou sua carga horária na rede estadual
para ensinar na Escola Estadual Alfredo Gaspar de Mendonça, onde já tinha sido professor
monitor retomando suas atividades como professor efetivo de inglês, mais tarde, esta escola,
que se fazia extensão, recebeu um prédio novo e o nome de Escola Estadual Maria Ivone
Santos de Oliveira, como professor de inglês. Recentemente foi promovido a trabalhar como
Assessor Técnico da Educação no Conselho Estadual de Educação de Alagoas.
Muitas de suas aulas resultaram em projetos como: Cultura e cidadania em notícias
além das fronteiras (2007 aprovado pelo MEC apresentado pelo e-proinfo, e o Projeto
Semeando Literatura 2008: Hamlet, da sanidade à loucura apresentado na IV EPEAL 2009 no
CEDU/UFAL e, por fim, em 2009 foi destaque o projeto Uma [re]leitura na obra de Oscar
Wilde: the Picture of Dorian Gray apresentado um artigo intitulado Letramento de inglês como
prática sociocultural, orientado pela Professora Dra Edna Prado do Curso Inspeção Escolar da
pós-graduação do Centro Universitário Cesmac.
Professor Neneu, carinhosamente, assim chamado por seus alunos, nunca se achou
suficiente acabado em seus conhecimentos. Continuou aprimorando seu inglês, conheceu
vários professores e amigos de natalidade estrangeira, terminou o curso de idioma no SENAC
em 2008. Tendo em vista todo esforço e apreço para dar o melhor a seus alunos adquirindo
conhecimentos necessários, muitas vezes, custeou materiais didáticos que viabilizavam o
ensino e aprendizado com mais eficácia. Sempre em busca de aprimorar conhecimentos
participa de formações continuadas, fez especialização em ensino da língua portuguesa e
literatura brasileira no Centro Universitário Cesmac em 2005, cursa mais uma especialização
nessa mesma instituição em Inspeção Escolar 2010, além de formação tecnológica pelo eproinfo,
que o ajudou a divulgar e aprimorar seu trabalho na rede web.
Em fim, este professor conquistou seu espaço no mundo do trabalho como professor,
mestre, educador, facilitador, pesquisador e amigo. Finalmente, como ele afirma .o oficio de
mestre é para quem se permite acreditar na educação desse país e que se faça honrar do
mérito, ousando motivar os alunos a pensar e fazê-los deixar um legado de algo feito quando
aqui não mais existir.
Assim, um legado traçado por Deus, permitiu abri-se um novo círculo cheio de novos
desafios, anseios e incertezas. Com as bênçãos e proteção do Divino, desejamos ao querido
professor, Edvaldo Neneu da Silva, que sempre ouse inovar por onde quer que esteja, e se faça
brilhar em outras constelações, nos deixando radiar seu brilho, mesmo que esteja longe.

raasf

SDFASFS

quarta-feira, 24 de março de 2010

Confrontos com o tema abordado

Ao ler o livro em inglês se deu possibilidades de confrontar com elementos vivencias pelos educandos e também se fez confrontar com outros elementos lingüísticos pela semelhança dos personagens discutidos. Assim podemos destacar temas que se assemelham a vivência dos educandos, diante da ficção e também da realidade. Onde os personagens fogem da realidade e se aproximam dos fatos reais. Nesses aspectos o importante é fazer o alunado a pensar e [re]escrever um texto comparando semelhanças entre os personagens do livro The Picture of Dorian Gray, com os personagens do filme Crepúsculo e, quando possível, com fatos da realidade e vivência deles e, também, assegurar com temas como vida/morte; ficção/realidade; bondade/maldade; ingenuidade/maturidade; juventude/velhice; tempo/espaço.

Uma [re]leitura na obra de Oscar Wilde: the picture of Dorian Gray



Este projeto trata-se de uma experiência de ensino/aprendizagem de inglês de uma escola pública estadual de alagoas, onde visa ensinar e aprender numa perspectiva de letramento de inglês como prática sociocultural, trabalhando as dimensões de cidadania, usando e valorizando práticas sociais. A experiência aqui vivenciada com o ensino de inglês, foi ler o livro The Picture of Dorian Gray (O retrato de Dorian Gray) de Oscar Wilde, clássico da literatura inglesa, destacando a [re]leitura da obra do autor, comparando pontos de discussão com outras fontes de conhecimentos semelhantes, a partir do livro de Oscar Wilde, The Picture of Dorrian Gray, o filme Crepúsculo de Stephenie Meyer, biografia de Michael Jackson e da própria vivência dos alunos.

Projeto Semeando Literatura 2009

Duas escolas, duas realidades, mas um único desafio: aprender inglês com pouco ou nenhum recurso didático para o processo de aprendisagem de línguas estrangeiras. É esta a realidade de muitas escolas públicas do Estado de Alagoas e, acredito, que em muitas outras desse país.

Diante de muitos problemas associados ao processo de aprendizagem, o de aprender uma nova língua é um dos grandes desafios para o professor línguas e para os educandos de uma nova língua. Pois quando se trata do que ensinar e como aprender, nos deparamos com poucos ou nenhum recurso didático para o ensino e aprendisagem. Sobra, então, as aulas enfadonhas do uso do "pó e giz" para aprender a ler, escrever e outras habilidades da língua.

Porém, os aprendizes precisam e necessitam de outra língua para passar pelo vestibular e, na maioria das vezes, a escolha para sobressair desse processo se faz pela língua espanhola, quando muitos dos educandos nunca tenham estudado este idioma antes, mas se faz pela semelhança qaue há pela língua materna.

Este projete nasce de uma angústia frustante de mim, que adimito ser professor, educador, incentivador e facilitador e procura desafiar todas essas deficiencias do ensino e aprendizagem das escolas por onde ensino e desafio a mim mesmo e aos meus educandos para ler "The picture of Dorian Gray" de Oscar Wilde da literário da língua inglesa com os poucos ou nenhum recursos didáticos disponíveis para ler, escrever, ouvir e falar na língua inglesa. Afim de estimular acesso a língua estrangeira e melhorar no processo de aprendizagem da lingua inglesa.

Biografia de Oscar Wilde


Oscar Fingall O'Flahertie Wills Wilde, um dos maiores escritores de língua inglesa do século 19, tornou-se célebre pela sua obra e pela sua personalidade. Sofisticado, inteligente, dândi, adepto do esteticismo (da "arte pela arte"), escreveu contos ("O Crime de Lord Arthur Saville"), teatro ("O Leque de Lady Windermere"), ensaios ("A alma do homem sob o socialismo"), e romances ("O Retrato de Dorian Gray").Oscar Wilde era filho de um médico, Sir William Wilde e de uma escritora, Jane Francesca Elgee, defensora do movimento da Independência Irlandesa. Desde criança Oscar Wilde esteve sempre rodeado por grandes intelectuais. Criado no protestantismo, destacou-se nos estudos das obras clássicas gregas e no conhecimento dos idiomas.Em 1882, foi convidado para ir aos Estados Unidos para falar sobre o seu recém criado Movimento Estético, com as idéias de renovação moral. Defendia o "belo" como única solução contra tudo o que considerava denegrir a sociedade. Esse movimento visava transformar o tradicionalismo na época Vitoriana, dando um tom de vanguarda às artes.No ano seguinte foi para Paris, e, n contato com o mundo literário francês, seu movimento acabou por enfraquecer-se. Em seguida, retornou para a Inglaterra, onde se casou com Constance Lloyd e foi morar em Chelsea, um bairro de artistas. O casal teve dois filhos, mas mesmo após o casamento, Oscar continuou freqüentando todas as rodas literárias, espalhando glamour e comentários nos eventos sociais em que comparecia, sempre elegante e extravagante.Em 1880 lançou "Vera", um texto teatral bem sucedido. Chegou a ter três peças em cartaz simultaneamente nos teatros ingleses.Em seguida publicou uma coletânea de poemas. Em 1887 e 1888, seu período mais produtivo, lançou vários contos e novelas, como "O Príncipe Feliz", "O Fantasma de Canterville" e outras histórias.Em 1891, lançou sua obra prima, "O Retrato de Dorian Gray", que retrata a decadência moral humana. No entanto, no seu apogeu literário, começaram a surgir os problemas pessoais. O que antes eram boatos quanto a uma suposta vida irregular, passaram a se concretizar, dando início á decadência pessoal do escritor. Apareceram rumores sobre seu homossexualismo, (severamente condenado por lei na Inglaterra), que não puderam mais serem negados. Oscar se envolveu com Lord Alfred Douglas (ou Bosie), filho do Marquês de Queensberry, que sabendo do relacionamento, enviou uma carta a Oscar Wilde, no Albermale Club, onde o ofendia e recriminava já no sobrescrito: "A Oscar Wilde, conhecido Sodomita".O escritor decidiu processar o Marquês por difamação. Depois tentou desistir do processo, mas era tarde demais e as provas da sua vida sexual desregrada começam a aparecer. Um novo processo contra ele foi instaurado. Sua fama começou a desmoronar. Suas obras e livros foram recolhidos e suas comédias retiradas de cartaz. O que lhe restava foi leiloado para as despesas do processo judicial. Acabou passando dois anos na prisão, que lhe renderam obras comoventes como "A Balada do Cárcere de Reading" (1898) e "De Profundis", uma longa carta ao Lord Douglas.Ao sair da prisão, retirou-se para Paris, onde adotou o pseudônimo de Sebastian Melmouth e onde passou o resto dos seus dias, em hotéis baratos, embriagando-se com absinto.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Resultados Alcançados



—De muitas iniciativas de produções cênicas em muitos momentos de minha vida estudantil, sempre tive vontade de atuar nos palcos de teatros, mas foram nos palcos da vida, em minha profissão, que pude atuar e fazer meus alunos também sentir o prazer de contracenar comigo a arte de aprender: aprendendo. Nesses palcos pude mostrar a eles que a vida pode ser mais leve.

—Apesar de muitos fardos que carregamos ao longo dos cansativos dias de aulas durante o ano, com leituras obrigatórias de diversas disciplinas, produção textual, pesquisas, cálculos, raciocínio lógico e, ainda, aturar aquelas aulas de língua estrangeira que, por sinal talvez, nunca algum de nós use no contato com um gringle futuramente.

—Mas, o que marcou e deixou-me como registro de aprendizado, talvez, não foram aquelas aulas cansativas com o uso do pó e do giz, mas aquelas em que trabalhadas em grupos, orientadas por um professor(a), dividindo no mesmo palco da sala e que farão lembrar todos os dias nos palcos da vida.

—Mas é para vida que ensinamos e queremos que nossos alunos recebam os aplausos quando as cortinas abrirem nos palcos da vida e, ali, eles lembrem dos momentos que contracenamos juntos nos palcos da escola, e assim, não serão as aulas do verbo to be que farão lembrar das interpretações tiradas das aulas, e sim, da aula em que recitamos de Shakespeare To be or not to be naquelas aulas especiais do Projeto Semeando Literatura analisado em Hamlet: da sanidade à loucura.





Apresentação da culminancia.


Exposição dos portifólios criados pelos alunos dos relatórios realizados.



Apresentação dos resultados alcançados.


Aluna Kateane resitando um dos poemas de Shakespeare caracteriza em Hamlet.


Aluna Cateane também recitando um poema de Shakespeare no personagem Hamlet.






Grupo que encenou a peça Romeu e Julieta